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Definições bem-humoradas de quem gosta de moto

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Data de inscrição: 29/01/2009

Definições bem-humoradas de quem gosta de moto

Mensagem por Edigordo em Sex Fev 26, 2010 10:41 pm

Motoqueiro: Indivíduo bípede que
anda sobre uma máquina que também tem dois pontos de contato com o solo.
Notem que qualquer ser que consegue equilibrar-se sobre os quartos
traseiros pode ser motoqueiro (com o preço que está uma CG 84 a álcool,
qualquer um pode). Quando este indivíduo comprou seu veículo de duas
rodas, acreditava que qualquer coisa sobre o asfalto com mais de duas
rodas é um obstáculo a ser vencido (tem certeza que se tivesse comprado
aquela DT 180 85 daria para pular por cima). Atualmente, depois de três
multas por andar sem capacete, várias mijadas de guardas por estar de
chinelo e sua foto (ou melhor, a da traseira da moto com ele cobrindo a
placa com a mão enquanto "fazia bundão" pro pardal) espalhada por todas
as repartições do Detran, ele É o dono da rua. Sua próxima aquisição
será aquele ferrinho de pôr na rabeta para poder empinar sem estourar a
lanterna traseira...Aí sim vai ser animal passar nos pardais.

Motociclista: Ser humano sobre uma máquina de duas
rodas. Se considera a raça nobre dos condutores de veículos motorizados,
pois só anda de capacete, não grita "Volta pra cozinha!!!!" quando uma
mulher inadvertidamente lhe fecha no trânsito e nunca joga papel de bala
no chão. Não consegue ficar 15 minutos sem pensar na sua possante, e
acha que não existe coisa melhor no mundo do que andar de moto. Se sua
mulher deixasse, guardava a moto na sala de jantar. Mas como não há
substituto para sexo, guarda a moto debaixo de uma lona na garagem mesmo
(mas só cobre depois do motor esfriar, nem que tenha que ir até a
garagem as 3:00 horas da manhã mais fria do inverno para cobrí-la).

Biker: Ser totalmente sem gênero. Também se
considera de uma raça nobre, mas de um filó absolutamente diferente dos
demais. Começou aos 10 anos com uma Caloi Super, de quadro de ferro e 10
marchas (era o moleque mais rápido do quarteirão no Polícia e Ladrão
sobre bicicletas). Quando cresceu e virou gente, a 1ª moto que comprou
foi uma RD350, que passava horas lavando e encerando. Divertiu-se muito
com esta RD ("Meu, tu não acredita em quantos minuto fiz do trampo pra
casa, e isso ao meio-dia"). Aí ganhou mais dinheiro, teve dois filhos,
trocou a Parati rebaixada com vidro fumê por um Santana de 4 portas e
comprou uma esportiva. Mais de 130 cavalos, sem contar o condutor, e
velocidade final de 270 km/h (mas com o Sarachú que ele vai colocar vai
passar dos 285 frouxo). Sua diversão é subir até o topo da serra e
descer, uma vez atrás da outra, das 8:00 às 11:30 de todo sábado de sol,
fazendo todas as curvas na horizontal. Sempre se veste com uma jaqueta
que se liga por zíper à calça, das cores mais psicodélicas possíveis e
que geralmente custam um valor de 4 dígitos. Quando chega em casa pro
almoço depois do exercício de sábado, a 1ª; coisa que faz é abrir a
jaqueta de guerreiro do futuro pós-apocalíptico e amarrar as mangas na
cintura e em seguida atacar a geladeira atrás de líquidos, pois quase
desidrata de tanto suar dentro do uniforme. Depois de beber dois litros
de água, suco, chá, cerveja, etc, beija a mulher (como sempre ela manda
ele tomar banho porque está fedendo chulé) e vai vistoriar os novos
riscos nas pedaleiras que fez naquelas curvas animais da serra. E pensa
consigo mesmo "Até sábado que vem ponho o Sarachu, aí sim vai dar pra
aproveitar toda a potência da moto".

Coxinha: Na verdade, esta definição serve para
todas as tribos. É aquele ser que tem um veículo de duas rodas dentro da
sala de TV. Acha que o importante é ficar babando em cima da moto, e só
anda com ela nos fins de semana de sol e quando emenda um feriadão e
não vai viajar com a patroa e os 3 filhos. Seu maior prazer é sair de
carro com os amigos e falar de motos. Quando sai para dar umas voltas
(depois de entrar no site do Inmet para ver se corria risco de tomar
chuva naquele sábado de céu azul), não pára em sinaleiro sem ficar
acelerando o motor. Geralmente sai no gás para frear em cima do carro em
frente a 30 metros. Sua política é que moto é a melhor coisa do mundo,
mas em viagem de mais de 30 km é melhor ir de carro por ser mais seguro,
ter rádio toca-fita com magazine de 12 CDs no porta-malas, ar
condicionado, etc. Além do mais, não sei não, mas parece que vai chover
semana que vem, por isso não sei se vai dar pra ir junto com vocês...

Tiro Curto: Denominação dada a um ser vivente sobre
duas rodas que vai a qualquer encontro, em qualquer lugar, pagando ou
não, com qualquer tempo, mas raramente chega lá no dia programado.
Sempre fica no meio do caminho para arrumar um probleminha na moto que
só depende de se conseguir uma peçinha na cidade vizinha. A sua moto é o
arquétipo da moto ideal, mecanicamente perfeita, e aqueles barulhinhos
irregulares são charme. A bomba de óleo que estourou ontem, o fluido de
freio vazando na semana passada e a torneira de combustível entupida do
último encontro (30 dias antes) são coisas da vida que acontecem com
qualquer um. Geralmente é o 1º a apoiar a idéia do MC comprar uma
carretinha pro carro de apoio ("Lembra daquela vez que o Ciclano teve de
dormir naquele motel pulgueiro? Ainda bem que não estava junto, já que
minha moto estava na revisão, mas se a gente tivesse a carreta vocês
poderiam ter colocado aquela porcaria da moto dele em cima"). Facilmente
reconhecido, pois conhece os nomes de todo mundo na sua concessionária,
do mecânico-chefe ao gerente ao cara de CG que faz entregas. Quando
consegue chegar de volta de um encontro sobre a moto (e não dentro do
carro de apoio) fala pra todo mundo que este foi um dos melhores
encontros que aquela cidadezinha já fez. Muito melhor que o do ano
passado, pois de tanta chuva (na verdade era uma garoa forte) molhou as
velas e teve de dormir num hotel na entrada da cidade que lhe cobrou uma
nota preta. "Este ano foi diferente, a organização não deixou ninguém
nos explorar com hotéis caros... Aquela mancha de óleo ali? Isso é óleo
que jogaram embaixo só para me sacanear. Esta moto não dá oficina".

CGzeiro: Começou com uma Turuna 80 (aliás,
impecável) do tio dele e agora esta já na sua 3ª Today. Seu sonho de
consumo era uma Titan ES, mas agora com a YBR, está em dúvida...se a
troca de óleo for mais barata pode até pensar. Entre seus amigos é muito
querido, pois além de fazer zerinhos perfeitos ("aquela vez que a moto
escapou e acertou um Palio 16v estacionado do outro lado da rua foi
porque a rua ali na frente do colégio tem muita pedrinha solta por causa
dos ônibus que passam de monte") faz a melhor antena corta-cerol do
bairro. Pensa um dia escrever para a Duas Rodas e perguntar se não
querem fazer um teste com seu corta-cerol. Numa dessas pode até começar a
faturar uns trocados com os pedidos...

Superbiker: Ser sobre duas rodas bastante curioso.
Sua filosofia de vida é chegar lá. Não importa onde, desde que seja
rápido. E antes dos colegas com aquelas velharias de 1998. Seu modo de
trajar é bastante semelhante ao do biker, mas diferem por sempre usarem
capacetes de fibra de carbono com kevlar trançado, viseira
anti-embaçante e a prova de impactos e cinta jugular acolchoada de nylon
anti-alérgico que pesa somente 127 g. Têm um jeito peculiar de andar
quando estão sobre os próprios pés, pois sempre inclinam a cabeça para
frente para melhorar a penetração aerodinâmica. Não são muito vistos
sobre as motos, pois quando você vai olhar eles já passaram. Detestam
andar devagar, pois o pressurized air charged direct double induction
system (ar pressurizado cobrado direto duplo sistema de indução) só
começa a funcionar a partir dos 195 km/h (se bem que a nível do mar já
entra nos 185 km/h). Além do mais, andar a menos de 200 km/h é coisa de
frouxo. São facilmente reconhecíveis nas boates dos encontros, pois
sempre são os primeiros a chegar, e quando se pergunta a um deles se o
túnel na BR ainda estava em reformas eles respondem "Reformas? Não vi
máquina nenhuma...". Outra característica marcante é seu ódio descomunal
a insetos. Isto porque dói pra cacete levar uma besourada no pescoço a
298 km/h. Acredita piamente que até o ano 2010 estarão em produção motos
de série que rompem a barreira do som ("Aí sim vai dar para curtir o
vento no rosto...").

Cruiser
(Custom):

Seu nome é derivado do tipo de moto de duas rodas que pilotam. Sua
filosofia de vida é ir, não importa quanto tempo leva nem se vão chegar
lá. Só ouvem rock, e respiram couro e comem cromo. Se não for cromado
não presta. Vestem-se dos pés a cabeça com roupas de couro (até no
capacete as vezes), incluindo-se cuecas e meias, geralmente na cor
preta. Além do couro, adoram usar penduricalhos presos a roupa, como
correntinhas, broches, etc. Não gostam muito do verão por que no sol
toda esta roupa preta esquenta pra cacete. Consideram-se os bad boys do
reino de duas rodas, mas a maioria pede: "por favor, não fala palavrão" e
até respeitam mulheres no trânsito. Também não gostam de insetos, pois
como geralmente usam elmos abertos, detestam comê-los quando estão
pilotando. Nos encontros, se você perguntar se o túnel na BR ainda está
em reformas, respondem com detalhes, pois andam tão devagar que
conseguem até ler o nome nos crachás dos trabalhadores.

Trilheiro: Este ser não faz parte da fauna urbana,
pois só se sente a vontade quando está no meio do mato. Seu credo é "no
barro é que me realizo". Estes bípedes só são felizes quando estão com
barro até a cueca, já que andar no asfalto é coisa de mariquinha. Quanto
mais chover melhor, pois assim a trilha estará bem enlameada. É um dos
poucos seres sobre motos que sabe lavar roupa, pois sua mulher se recusa
a pôr a mão ou deixar que a empregada lave aquela imundície que é a
roupa dele andar de moto. Detestam os coxinhas e flanelinhas (ver
abaixo), já que moto limpa não presta e é no mínimo coisa de fresco. Não
vão muito a encontros, pois só existem encontros em cidades, nunca na
terra ou no mato, e andar no asfalto é coisa de mariazinha.

Flanelinha: Também é uma categoria de ser, sendo
encontrado em todas as tribos e filos. Este ser bípede tem como meta na
vida deixar sua moto brilhando. Não existe coisa pior que mancha ou
sujeira. Também são uns dos poucos que lavam roupa, pois só usam roupa
limpa ao andar de moto para não sujar o banco. Nos encontros que vão
(apenas na época de seca e somente em cidades limpas) ganham todos os
prêmios de moto mais bem conservada. Caracteristicamente sempre carregam
um paninho, pois sempre pode aparecer uma sujeirinha. Conhecem de cor
nomes e fabricantes de todas as marcas e tipos de cêras e polidores,
além de conseguirem citar de traz para frente a seqüência de lavagem de
sua moto. Uns chegam ao ponto de plastificar a moto inteira ("Sabe como
é, radiação ultra-violeta pode danificar a pintura. Nunca dá pra
descuidar"). Nos encontros, para achá-los é só ir onde estão as meninas
em trajes mínimos lavando motos. Geralmente tem um flanelinha ajudando
ou ensinado elas a lavar.

Estradeiro: É uma espécie de nômade, que ainda não
conseguiu criar raízes em lugar algum. Na dúvida, ele pega a estrada,
não importa pra onde, desde que seja longe. Também não se importa em
quanto tempo vai levar ou se tem alguma coisa lá, o importante é ir. Uma
de suas características é transformar a moto num motorhome, com malas,
alforjes, bagageiros, mochilas e pochetes por tudo, sempre com um 2º
capacete em cima da pilha mais alta. Ó único ser sobre duas rodas que
acha que talvez não seja totalmente verídica a estória que todo
caminhoneiro tem a mãe na zona. Afinal, naquela viagem do mês passado ao
Aconcágua que fez saindo pela Transamazônica, foi um caminhoneiro que
lhe deu carona de volta a Manaus quando o pneu traseiro rasgou. Também
não gosta de insetos, porque deixam aquela mancha verde na viseira.
Sempre que se encontrar um estradeiro e ele disser já volto, desconfie,
pois pode resolver que faz tempo que não vai às Missões e só voltar dali
a um mês. Se pudesse, trocaria o irmão mais novo para ir de moto à
Daytona. Saindo da Terra do Fogo, é claro.

Motoclube: Uma reunião formal, legalizada e com
estatuto de seres sobre duas rodas. Normalmente, é composto por apenas
uma espécie de ser, e todos são identificados por uma jaqueta ou colete
de preferência bem surrados com uma figura nas costas e escrito embaixo
"Pelo asfalto, minha vida" ou qualquer outro dizer imperioso assim.
Quanto mais coisas e penduricalhos conseguir colar, costurar ou amarrar
no colete ou jaqueta, melhor. Seus integrantes, nos encontros, só se
misturam com integrantes de outros MC de seres da mesma espécie, e sua
principal diversão é falar mal dos encontros pagos e das outras
espécies. Alguns até tem sede própria, onde fazem as reuniões para
decidir que encontro pagos vão boicotar ou qual membro vai ser punido
por não usar o broche do grupo no último encontro que foram. A maior
ocupação de seus integrantes é confeccionar adesivos para poderem trocar
com os outros MC e aí colar no painel da sede. Os Motoclubes mais
abonados mandam pintar o carro de apoio, a carretinha e a sede inteira
com as cores do grupo, e com uma baita brasão na parede (no carro de
apoio colocam aqueles adesivos magnéticos com o emblema do MC nas
portas). Para se relacionar bem com estes seres, é necessário certo
conhecimento de zoologia para se poder saber qual o bicho é o animal que
adotaram como símbolo (além dos seus hábitos, se é carnívoro, onde se
encontra, seus ritos
de acasalamento, etc.).

JONATHAN
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Re: Definições bem-humoradas de quem gosta de moto

Mensagem por JONATHAN em Sex Fev 26, 2010 11:24 pm

NÃO ME AXEI...MAS AXEI ALGUNS MEIO PARECIDOS COM ALGUNS DE NÓS !!


Grayfox
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ho bom se foce verdade CBX 250 twister e claro
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Re: Definições bem-humoradas de quem gosta de moto

Mensagem por Grayfox em Ter Mar 02, 2010 8:19 pm

acho q me encaixo na categoria Superbiker pois corro so para não esquentar dentro da jaqueta hahahaha
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